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História

 

Como tudo começou

A história de Itajaí, um dos mais importantes municípios de Santa Catarina, se inicia a partir de uma formação étnica diversificada. À cultura indígena, somaram-se as contribuições de imigrantes de diversas etnias. O próprio nome da cidade, que já experimentou diversas variações, é herança dos tupi-guaranis: os índios chamaram de “Táahy”, “Tajay”, “Tajahug”, “Jatahy” e “Itajaí”, o rio das pedras.

A ocupação das terras de Itajaí pelo homem branco tem em seu ponto de partida o Tratado de Tordesilhas, estabelecido entre Portugal e Espanha em 1494. No acordo, ficou compreendido que nos limites do referido Tratado, as terras do litoral catarinense até Laguna, no Sul do estado, pertenceriam a Portugal.

Assim, uma ocupação portuguesa nestes locais foi iniciada com o objetivo de defender essas terras de invasões estrangeiras e, a partir do século 17, a perspectiva de exploração de minas de ouro e pedras preciosas trouxe mais interessados em ocupar as margens do rio Itajaí-Açu.

Por aqui, um dos primeiros colonizadores foi João Dias de Arzão, um paulista que há tempo procurava minas de ouro e outros metais preciosos pelo interior do Brasil. Por isso, ele requereu e obteve uma sesmaria, às margens do rio Itajaí-Açu, para construiu uma moradia. Arzão era companheiro do fundador de São Francisco do Sul, Manuel Lourenço de Andrade, que em 1658 trouxe também toda a família para trabalhar na extração de ouro no local.

João Dias, porém, não tinha a intenção de fundar uma póvoa, nem empreendeu meios para tal. Sem sucesso na extração do metal precioso, passou a viver às margens da foz do rio Itajaí-Mirim. Naquele momento, grupos indígenas, entre os quais os Botocudos, os Tapuias e Carijós, ocuparam as terras que posteriormente seriam tomadas pelos colonizadores.

Quase cem anos mais tarde, em 1750, a chegada dos primeiros imigrantes da Ilha da Madeira e Arquipélago dos Açores daria novo impulso à colonização portuguesa. Em 1777, a invasão de uma esquadra espanhola na Ilha do Desterro, atual Florianópolis, provocaria o êxodo de comunidades luso-açorianas para o norte da então Capitania de Santa Catarina.

200 anos de colonização

No século 18, a grande atividade econômica desenvolvida nas terras de Itajaí era a extração de madeira, o que ocasionou o ajuntamento de moradores açorianos, que foram se fixando por toda a região. Em 1820, a abundância deste recurso natural motivou a chegada de Antônio Menezes Vasconcelos de Drummond, de apenas 25 anos de idade. Esse momento é um marco na história da colonização de Itajaí, que hoje completa 200 anos, pois foi quando se iniciou a distribuição de terras, construção de ruas e praças.

No século 19, o comércio ganhou destaque entre os moradores, pois o povoamento local mantinha contato com outras vilas do litoral catarinense. Em uma dessas atividades de mercado, Agostinho Alves Ramos, um comerciante português, chegou pela primeira vez à foz do rio Itajaí-Açu, em 1823, onde se estabeleceu com sua mulher, Ana Maria Rita. Sócio de uma casa comercial em Desterro, ele requereu ao bispo do Rio de Janeiro a criação de um curato. O pedido resultou na criação do Curato do Santíssimo Sacramento de Itajahy e a construção da Igreja da Imaculada Conceição (Igrejinha Velha) por Simeão, escravo de Agostinho.

Em 1833, nasceu o Distrito de Itajaí que, mais tarde – em 15 de junho de 1860 –, alcançaria a condição de município. Ainda nesse ano, já se encontravam fixados os primeiros colonos de origem germânica, os quais também influenciaram fortemente o desenvolvimento regional. Mais recentemente, imigrantes japoneses integram a rica miscigenação cultural deste importante município catarinense.

Da colonização à emancipação política

Em 1858, um grupo de destacados moradores encabeçou o movimento para a criação do município de Itajaí. Agostinho Alves Ramos não mais vivia, morrera em 1853 e fora sepultado no comércio da pequena povoação. Segundo historiadores, a emancipação política foi uma luta gloriosa, pois houve cerrada oposição da Câmara Municipal de Porto Belo, a quem a Freguesia de Itajaí estava subordinada.

A Assembleia Provincial de Santa Catarina, pela Resolução n° 464, de 4 de abril de 1859, criou o município de Itajaí, que só foi instalado em 15 de junho de 1860, com a posse dos primeiros vereadores: Joaquim Pereira Liberato (presidente), José Henrique Flores, Claudino José Francisco Pacheco, José da Silva Mafra, Francisco Antônio de Souza, Jacinto Zuzarte de Freitas e Manoel José Pereira Máximo.

Construção do porto

Relatos históricos também mencionam a importância do porto para a cidade, desde o século 19, não somente em relação ao trânsito de colonizadores estrangeiros, mas também ao forte comércio fluvial que acontecia em Itajaí. Com a construção dos molhes, as obras de ampliação dos cais foram iniciadas em 1938, com o primeiro trecho desses novos cais feitos em estrutura de concreto armado e pátios pavimentados em paralelepípedos. Dessa época é também a construção do primeiro armazém.

A complementação do cais foi feita na década de 1950, totalizando 803 metros. Os trabalhos foram divididos em duas etapas e se prolongaram até meados de 1956, ano em que também teve início a edificação do primeiro armazém frigorífico do Porto de Itajaí. Desde então, o terminal passou a diversificar suas operações, como grandes cargas de açúcar e de produtos congelados.

No século 20, outros ciclos econômicos se seguiram. A agricultura e a madeira ainda permaneceram fortes na primeira metade desse período, mas, no final dos anos 1960, o ritmo de extração da madeira começou a apresentar queda, revertendo a longa tendência de crescimento experimentada naqueles primeiros anos. Em contrapartida, cresce, outra a atividade econômica, a pesca, que ganha impulso a partir dos anos 1970.

A partir de então, a economia de Itajaí se diversifica. Permanece forte o trabalho no Porto e na pesca, mas há também o aumento no comércio, indústria e serviços. Em julho de 1983, a cidade e todo o Vale do Itajaí foram assolados por uma das suas maiores enchentes, em decorrência de um volume anormal de chuvas. Mas a cidade se reconstrói, fruto principalmente do trabalho incansável de sua gente.

Vinte cinco anos depois, em novembro de 2008, toda a região do Vale foi de novo castigada com chuvas intensas, que sobrecarregaram os níveis dos rios Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim, ocasionando outra grande enchente, que acabou derrubando grande parte do cais do Porto de Itajaí.


ESTRUTURA POLÍTICO-ADMINISTRATIVA


Eugênio Luiz Müller
Eleito primeiro superintendente municipal de Itajaí a 30 de agosto de 1891; não pôde tomar posse em razão da Revolução Federalista.
 

Samuel Heusi
Restabelecida a legalidade, assumiu a superintendência municipal por nomeação do governo do estado em 24 de abril de 1894 até 7 de abril de 1895. Samuel Heusi retornaria às funções de superintendente em 1907, eleito pelo voto dos itajaienses para mais um quadriênio.


Pedro Ferreira e Silva
Superintendente em quatro quadriênios: 1895 a 1898; 1899 a 1903; 1903 a 1907; não pôde concluir o último, iniciado em 1911, em virtude de seu falecimento neste ano.
 

Jorge Frederico Tzaschel
Substituiu interinamente o superintendente falecido, tendo sido eleito em 23 de julho de 1911 para o quadriênio que se estendeu até 1915.
 

Marcos Konder
Assumiu a superintendência municipal de Itajaí em 1915 e sucessivas reeleições lhe permitiram dirigir o município por quinze anos até 1930.
 

Ten. Antonio Quintas Maia
Em 14 de outubro de 1930 assumiu provisoriamente o governo municipal, com o afastamento de Marcos Konder, em virtude da Revolução de 1930.


Cap. Adolfo Germano D’Andrade
Prefeito provisório, nomeado pelo interventor do estado em 3 de novembro de 1930. Afastou-se em 2 de janeiro de 1932.
 

Alberto Pedro Werner
Indicado pelo interventor federal, assumiu o governo do município a 2 de janeiro de 1932 até 2 de maio de 1933.


Arno Bauer
Prefeito provisório de Itajaí no período de 4 de maio de 1933 a 2 de abril de 1936. Em 3 de fevereiro de 1947, tomou posse como prefeito municipal eleito para o mandato até 31 de janeiro de 1951.


Irineu Bornhausen
Prefeito municipal eleito, tomou posse do cargo a 2 de abril de 1936. Com o golpe de Estado de 1937, foi mantido no cargo, tendo renunciado a 12 de janeiro de 1939.


Francisco de Almeida
Nomeado prefeito municipal pelo interventor federal, tomou posse a 16 de janeiro de 1939 para um período que se prolongou até 24 de março de 1945.


Abdon Fóes
Prefeito nomeado pelo interventor federal para dois períodos: de 25 de março de 1945 a 9 de novembro de 1945 e de 14 de fevereiro de 1946 a 26 de abril de 1947.
 

Júlio Teixeira
Prefeito nomeado após a queda da ditadura getulista, dirigiu o município no período de 16 de novembro de 1945 a 31 de janeiro de 1946.
 

Paulo Bauer
Prefeito Municipal eleito, foi empossado a 31 de janeiro de 1951 a 31 de janeiro de 1956.
 

Carlos de Paula Seára
Dirigiu o município de Itajaí, eleito para duas gestões: de 31 de janeiro de 1956 a 31 de janeiro de 1961 e de 31 de janeiro de 1966 a 31 de janeiro de 1970.
 

Eduardo Solón Cabral Canziani
Prefeito municipal eleito para o período de 31 de janeiro de 1961 a 31 de janeiro de 1966.
 

Julio Cesar
Prefeito municipal eleito para o mandato de 31 de janeiro de 1970 a 31 de janeiro de 1973.
 

Frederico Olíndio de Souza
Prefeito municipal eleito, dirigiu o município de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977.


Amílcar Gazaniga
Prefeito municipal eleito para o período de 31 de janeiro de 1977 a 14 de maio de 1982, teve seu mandato prorrogado por força de Emenda Constitucional date 31 de janeiro de 1983.


Arnaldo Schimitt Junior
Prefeito eleito, assumiu a Prefeitura de Itajaí em 1 de fevereiro de 1983 e seu mandato foi até 31 de janeiro de 1988. Reeleito, assumiu a Prefeitura de Itajaí em 1 de fevereiro de 1993 e seu mandato foi até 31 de janeiro de 1997.


João Omar Macagnan
Prefeito eleito para o mandato de 1 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992.
 

Jandir Bellini
Prefeito eleito de 1 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000 e reeleito para o mandato de 1 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004. Reeleito para os mandatos de 1 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012 e 1 de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016.


Volnei Morastoni
Prefeito eleito para o mandato de 1 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008 e reeleito para o mandato de 1 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020.

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